Como apostar em Tênis

A temporada 2015 do tênis retornou! Temos o Australian Open rolando, mas ele é só o primeiro de muitos eventos que teremos esse ano. O tênis é um dos esportes preferidos dos apostadores, e realmente pode ser uma grande fonte de renda, tanto no punter, como no trading. Isso porque são dezenas de jogos todos os dias, e em praticamente todos temos opções de apostas ao vivo. E as apostas ao vivo permitem viradas sensacionais, com odds variando bruscamente, onde numa partida você pode investir pouco e lucrar para o mês todo! Ou vai me dizer que você nunca viu um jogador virar um tie-break depois de estar perdendo por 5-0? Eu já $$$ 🙂

O maior problema de se apostar em tênis é que as pessoas acham que é fácil, que é só definir o melhor tenista (geralmente o mais bem rankeado) e pronto! É dinheiro no bolso… Ledo engano! No tênis são outros fatores que devem delimitar a aposta num determinado jogador ou não.

Abaixo dou algumas dicas de como apostar nesse esporte:

Análise:

1) Jogadores:

Quem são os tenistas que vão se enfrentar? Qual o ranking? Qual a especialidade de cada um? Ele vem em boa ou má fase? Vem de muitos jogos? Qual o seu interesse nesse torneio? Ele tem pontos a defender? Está usando esse campeonato como preparatório ou quer mesmo vencer? Está jogando em casa? Como está sua vida extra-campo?

Essas são as perguntas iniciais que você deve fazer, e vou esmiuçar cada uma delas abaixo:

– Ranking:

O ranking dos tenistas é definido pela ATP, e no site da Associação você tem acesso a tudo. Placar, torneios, jogadores, ranking, e o principal: comparativo de jogadores!

berdych

Site ATP: http://www.atpworldtour.com/

No H2H se analisa o encaixe do estilo de jogo dos oponentes. Por vezes, mesmo quando dois jogadores são do mesmo nível, um pode ter uma variação de jogo que incomoda seu oponente, podendo dar uma pequena vantagem durante a partida. Podemos ainda analisar números de um atleta contra outros jogadores tem tenham características semelhantes ao tenista que ele vai enfrentar. O H2H deve ser analisado conjuntamente com as outras variáveis.

Além disso, com ele você consegue ter informações como ranking, idade, altura (fator importante), se o tenista é destro ou canhoto (outro fator importante), desde quando é profissional, seu desempenho no ano e na carreira.

O ranking pode apresentar algumas pegadinhas. Um tenista pode ser top 50, mas para isso ele pode ter tido um desempenho bom em apenas um torneio. É o caso por exemplo de Gilles Muller, que foi bem no Australian Open e no torneio anterior, mas já tem 31 anos, nunca brilhou no circuito e terá dificuldade para se manter bem na temporada. Pospisil foi outro que em 2013 foi finalista em um Masters 1000 no Canadá, mas depois não manteve o ritmo. Agora em 2015 que está melhorando de novo.

Já o oposto também pode acontecer, como os casos de Troicki e Tomic, dois ótimos tenistas, mas que não estão tão bem rankeados hoje. O primeiro foi suspenso por doping, enquanto o segundo ficou lesionado um tempo, ocasionando a queda no ranking.

Além disso, o ranking pode ser um fator “enganador” da seguinte maneira: A temporada começa com alguns jogos no piso rápido, mas logo depois já pula pro saibro latino, e depois temos alguns no sintético novamente. Vários tenistas podem somar muitos pontos no saibro, chegar bem rankeados para torneios no sintético, mas nem por isso serão favoritos. No tênis, embora hoje em dia os pisos sejam mais “parecidos” por conta da velocidade do jogo que diminuiu, cada superfície proporciona um jogo diferente.

O ranking também deve ser olhado na questão da soma de pontos. Um tenista soma pontos em cada torneio que disputa ao longo do ano, e quanto mais avança, mais pontos ele ganha. Acontece que no ano seguinte ele tem que defender esses pontos, e isso faz com que o seu interesse no evento aumente, pois caso seja eliminado precocemente, irá perder os pontos conquistados e cair no ranking.

Assim, se temos um tenista que tem muitos pontos a defender, contra outro que está jogando pela primeira vez, a motivação para o primeiro ganhar será bem maior, além dele já ter se mostrado adequado ao piso, torcida, etc… Se eles tem odds parecidas, esse fator pode ser determinante para você escolher entre um e outro.

– Especialidade do tenista:

Assim, o ranking deve ser olhado com bastante cautela, sendo mais indicado buscar o desempenho do tenista no piso do torneio que será disputado. Para isso é só acessar esse site: www.tennislive.net/. Nele, com o nome do jogador você consegue ver o desempenho em cada tipo de piso:

estatisticas piso

* Veja como Raonic tem ótimos números nas quadras de sintético, mas no saibro e na grama seu desempenho cai bruscamente.

Tenistas mais altos geralmente tem dificuldades para jogar no saibro, pois é um jogo mais lento, e que exige que o jogador se movimente mais. É muito mais fácil para um tenista de 1,78m se mover pela quadra, abaixar para pegar os slices, etc… do que um tenista de 2,00m, pois o centro de gravide desse é diferente. Tenis é posicionamento, e se o tenista não chega posicionado para a bola, perde o golpe, encurta a bola e o outro vai pra cima. É o que Nadal faz com o backhand do Federer, enchendo a bola de spin e tirando seu golpe de uma mão da zona de conforto. Faz slices baixo e spins jogando pra trás com tenistas altos, como Berdych (tem 18-3 no geral), 4-0 contra Isner, e por aí vai…

– Extra quadra:

Eu certamente seria um apostador que lucraria muito apostando na época do Agassi, pois acompanho a vida fora das quadras dos tenistas e sei como isso influencia no seu jogo. Um jogador é um ser-humano, com dias ruins, dor de barriga, que vai pra balada, fica de ressaca, que briga com a namorada, tem filhos, casa, sofre com mortes na família, que sente pressão de ter milhões de olhos voltados para ele num jogo da TV, etc… E é lógico que esses fatores influenciam no seu desempenho.

Rafael Nadal é um monstro no psicológico, Djokovic também, mas 99,9% dos tenistas sofrem com oscilações mentais, e são elas que muitas vezes definem o rumo de uma partida. Quem acompanha as transmissões do Fernando Meligeni na ESPN vê várias vezes ele comentando sobre a situação psicológica do jogo, quando um tenista demora a ganhar um game, mas passa uma mensagem de força ao ganhar. Quando um não fecha o tie-break em 5 oportunidades, e o outro fecha na primeira. Isso tudo tem um impacto psicológico que pode definir a partida antes mesmo dela começar.

Mas fora de quadra os problemas podem fazer com que o tenista simplesmente não tenha vontade de jogar. Ano passado tivemos o Nadal sofrendo de apendicite e ele mesmo assim declarou que ia jogar o torneio. Eu nem me preocupei muito com seu adversário, minha aposta era totalmente contra o Nadal. Imagina, você tem que cumprir contrato com patrocinadores, mas está num país asiático, que você não tem ideia da língua e prestes a ser operado, fora que a dor da apendicite é insuportável. Não deu outra, cravei uma odds de 6 ou 7/1 se não me engano, apostando que ele queria o mais rápido possível voltar pra casa.

Djuokovic perdeu um tio e não conseguiu ir longe em uma oportunidade. Agora teve um filho e perdeu um pouquinho do foco no ano passado.

Fognini é outro mestre em entregar partidas, assim como Dolgopolov e o brasileiro Bellucci. Esses são instáveis por natureza mesmo. Já outros tem histórico fora das quadras, como Tomic, que é um fanfarrão, e Gulbis, milionário que joga por “lazer”.

Outro exemplo é quando algum novo jogador vence um bem melhor rankeado e vira notícia. Se o tenista é muito jovem ou pouco preparada ele pode se deslumbrar com aquilo, achar que é melhor do que realmente é, ou então sentir a pressão de ter mais mídia à sua volta. É o que aconteceu com Coric esse ano. Muita mídia, mas pouco jogo.

Enfim, todo torneio os sites especializados postam dezenas de notícias fora das quadras, e essas podem ser o fator decisivo para você apostar num tenista ou não. Fique ligado!

– Desempenho recente e físico:

Se um tenista foi muito bem num torneio, não significa que ele vá engrenar uma boa sequência em outro. Por isso é muito importante estarmos atentos à  parte física, pois uma sequência de jogos e torneios pode desgastar bastante o atleta. No começo de ano a grande maioria está preparada para vários torneios em sequência, mas do meio pra frente vemos vários tenistas se desgastarem e virem seu desempenho cair.

Jiri Vesely sofreu com isso ano passado, Tommy Haas no retrasado, Robredo… enfim, os exemplos são muitos. Atente para o tenista fala após suas partidas, mas principalmente ao que ele apresenta dentro de quadra. Se chama atentimendo, se acusa um princípio de lesão… Jogadores asiáticos geralmente são mais franzinos, e longos jogos são duros para eles. Yen-Hsun Lu é um que não aguenta 4 horas de tenis nem comigo. Nishikori era assim, mas fez um trabalho sensacional e agora está bem mais preparado.

Jogadores que disputam challengers, geralmente tem que jogar qualificatórios para entrar em torneio, e já vem acumulando partidas. Num ATP 250 ok, mas em Masters 1000, que são jogos de nível muito alto, e principalmente em Grand Slams, jogos de 5 sets, o físico para eles vai pesar, além da falta de experiência nesses torneios.

Muitos veteranos não tem mais um corpinho de menino, e após as partidas ficam com o corpo bem mais dolorido. Assim, jogar uma sequência de partidas acaba com eles, quanto mais uma sequência de torneios. Robredo ano passado ia muito bem num torneio e várias vezes era eliminado na primeira rodada em seguida. Ele até pediu para não disputar a Davis contra o Brasil ano passado por desgaste. O segredo é saber o interesse do tenista no torneio em questão.

Todavia, um título pode também quebrar uma barreira psicológica, fazendo com que o tenista acredite mais nele e que pode sim vencer qualquer adversário. Esse efeito claro aconteceu quando Murray venceu as Olimpíadas, vencendo logo em seguida o US Open e outros grandes torneios. Wawrinka ganhou o Australian Open e depois Monte Carlo em cima de Federer. Fognini quando venceu seu primeiro ATP emendou logo 3 em sequência.

Como eu disse, cada caso é um caso, e é desvendando cada um que encontramos as melhores apostas para cada partida.

2) Piso

—Saibro – piso mais lento do circuito, em que a técnica e físico prevalece sobre outras virtudes.

saibro

O saibro ou terra batida, não só é mais lento como também é mais macio, sendo mais saudável para as articulações do tenistas. Favorecendo tenistas mais técnicos e físicos, vemos se destacando por exemplo Nadal e Ferrer, jogadores que não tem um saque tão forte, mas que tem ótimo físico e técnica.

O pó de tijolo faz o quique da bola ser mais alto, porém mais lento, uma vez que o atrito com o solo é maior. Assim, as trocas de bola tendem a ser mais longas. Para se mover nesse piso o tenista deve ter bastante técnica, como naquelas deslizadas que costumamos ver nos torneios.
—Hard outdoor (Quadra dura descoberta) – Piso rápido em que favorece jogadores ágeis com bom jogo de pernas.
sintetica
Esse tipo de quadra dura beneficia o jogador mais agressivo, que tem um saque mais forte, principalmente os mais altos, que pela estatura privilegiada conseguem cobrir um espaço maior da quadra (vimos numa imagem acima que a área de atuação dessa quadra é bem menor, o que ajuda para que eles não precisem se movimentar tanto).

Hard indoor –  O que diferencia do outdoor é a influência do vento. Aqui é totalmente sem vento, o que vai ajudar ainda mais no jogo de serviço de grandes sacadores e voleadores.

Grama – Piso mais rápido que favorece grandes sacadores.

grama
O jogo na grama é rápido, favorecendo os jogadores de estilo agressivo, especialmente saque e voleio. Como o quique da bola é baixo, jogadores muito altos podem ter mais dificuldade, porém, tem vantagem nos outros aspectos.

Jogadores latinos, embora bem rankeados, em sua grande maioria são especialistas no saibro, e tem MUITA dificuldade para atuar na grama. Atente para isso.

3) Localidade do torneio

O local em que o torneio é realizado deve ter significância para se analisar um duelo. Por vezes, tenistas da casa tem mais motivação que seu adversário, além de reconhecer a quadra de jogo melhor que seu oponente. Deve-se lembrar que os oddmakers também estão atentas a isso, ou seja, não é sempre que vai dar pra tirar vantagem dessa variável. Nestas situações, normalmente quem tem valor são os big underdogs.

Além disso, a torcida pode ter grande influência no jogo, empurrando os tenistas da casa. Vimos isso em Montreal, com Raonic e Pospisil brilhando, no Brasil com o Bellucci sendo empurrado (Guga na época dele também).

Na Davis Cup vemos isso constantemente também, com cada jogo parecendo uma guerra.

Mercados mais comuns do Tênis:

1) Moneyline (vencedor do jogo)

É a aposta mais comum de todas as casas de apostas. Aqui você aposta em quem vencerá a partida, o Jogador 1 ou o Jogador 2. Não temos a opção de apostar em empate, pois é impossível uma partida terminar empatada.

2) Handicap:

Esse é um mercado onde você aposta na diferença de pontos ou sets de uma determinada partida. Para detalhes assista ao vídeo acima.

No Tênis o handicap pode ser de sets ou pontos, ou seja, você aposta que uma um tenista vai vencer por no mínimo uma determinada diferença de pontos ou sets, ou que não irá perder por tantos pontos (handicap positivo). É muito usado para aumentar as odds na escolha do favorito, ou diminuir os riscos na zebra, quando você tem dúvidas de que ela irá vencer, mas acredita que se perder não será de muito.

3) Total de games / sets:

A casa fixa um número de pontos / sets para o confronto, e você aposta se o jogo terá mais ou menos games do que o fixado. Se você fizer uma análise do confronto, pode ter uma boa estimativa da partida.

Jogos de grandes sacadores tendem a ter muitos games, enquanto jogos de ótimos tenistas com novatos tendem a ter poucos. Geralmente as margens são bem feitas e apertadas, mas algumas vezes (principalmente em Grand Slams, temos ótimas apostas de valor.

* Algumas casas como a Bet365 dão a opção de você apostar se haverá tie-break no jogo, ou no total de games do 1º set. São boas opções e que uso constantemente.

4) Resultado exato

Nessa opção você aposta no placar de uma partida. Em jogos de 3 sets, você pode apostar em 2-0, ou 2-1 para cada um dos lados. Em jogos de 5 sets já temos mais opções. Cada uma tem uma cotação diferente, de acordo com seu risco.

Eu utilizo geralmente essa aposta em jogos onde temos um favorito claro e acho que ele irá vencer sem perder sets, mas tenho dúvidas quanto ao handicap. Assim pego uma odd menor, mas com mais confiança.

Mas vejo vários apostadores acertando placares exatos de 3-1, com odds muito boas. Eu é que não opero assim.

* Algumas casas como a Bet365 dão a opção de você apostar no resultado exato do 1º set.

4) Apostas especiais 

Essas apostas são para quem gosta de emoção! Algumas casas dão a opção de você fazer apostas como:

– Quem vai ganhar o próximo ponto?

– Quem vai ganhar o próximo game?

– O total de games no jogo será par ou impar?

Outras dicas:

Artigo: Variáveis para se analisar num jogo de tênis 

Artigo: Dicas para apostar em tênis

Como no Brasil não temos muitos sites especializados no assunto, selecionei alguns onde podemos obter informações diárias sobre tenistas e o esporte:

– http://www.tennis.com/

– http://www.bbc.com/sport/0/tennis/

– http://www.atpworldtour.com/News

http://espn.go.com/tennis/

– http://www1.skysports.com/tennis/

Em Português os dois melhores são:

– http://tenisbrasil.uol.com.br/

– http://tenisnews.band.uol.com.br/

Onde apostar em Tênis?

Comece a apostar com a 188bet!

Tiquinho

Formado em direito, este amante do Poker e das apostas esportivas dá pitaco em todos os esportes. Responsável pelo Quero Apostar, busca popularizar as apostas esportivas no Brasil, mostrando que podemos sim ganhar dinheiro com nossos esportes favoritos.

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